A natação é um dos esportes nobres dos jogos olímpicos, ao lado do atletismo. E a maior figura em Beijing veio das piscinas. O norte-americano Michael Phelps conquistou nada menos do que oito medalhas de ouro. Para o Brasil também foi uma olimpíada histórica. Pela primeira vez conquistamos uma medalha de ouro, com Cesar Cielo, nos 50m livres. O nadador também conquistou o bronze nos 100m livres.
A prova mais emocionante dos jogos foi a responsável pela sétima medalha de Phelps. Os 100m borboleta. O sérvio Miroslav Cavic foi o melhor nas semifinais e na final virou com boa vantagem. Porém errou a chegada e acabou sendo superado por Michael Phelps por um centésimo.
Outro destaque foi o japonês Kosuke Kitajima, que venceu tanto os 100 quanto os 200m peito. Já os revezamentos masculinos ficaram todos com os Estados Unidos.
Entre as mulheres muita confusão, principalmente entre a italiana Federica Pellegrini e a francesa Laure Manaudou. Tudo porque uma roubou o namorado da outra. Nas piscinas, assim como no amor, vantagem para a italiana, que venceu os 200m. livre.
Já a francesa, uma das presenças mais esperadas dos jogos, foi uma enorme decepção, chegando a apenas duas finais e não passando do sétimo lugar.
sábado, 20 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Softball
Softball, ao lado do baseball, é um esporte que se despediu dos Jogos Olímpicos em Beijing. Foram oito as equipes participantes em uma fórmula bastante esquisita.
Para se ter uma idéia, os Estados Unidos venceram o Japão duas vezes, na fase classificatória e na semifinal. Só, que pelo regulamento, as japonesas jogaram uma repescagem, ganharam e tiveram o direito de enfrentar as americanas mais uma vez, dessa vez na “grande final”.
Dessa vez as japonesas ganharam e ficaram com o ouro. A prata foi para as americanas e o bronze para as asutralianas, que perderam a “pequena final” para as japoneas. Vai entender...
Para se ter uma idéia, os Estados Unidos venceram o Japão duas vezes, na fase classificatória e na semifinal. Só, que pelo regulamento, as japonesas jogaram uma repescagem, ganharam e tiveram o direito de enfrentar as americanas mais uma vez, dessa vez na “grande final”.
Dessa vez as japonesas ganharam e ficaram com o ouro. A prata foi para as americanas e o bronze para as asutralianas, que perderam a “pequena final” para as japoneas. Vai entender...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Tiro
O tiro, tradicionalmente o esporte que dá a primeira medalha de ouro das últimas edições dos jogos olímpicos, marcou alguns dramas familiares em Beijing-2008. Os grandes protagonistas foram a família Emmons. A mulher, a tcheca Katerina e o marido, o norte-americano Matthew.
Na primeira prova dos jogos, Katerina liderou do início até o final a carabina de ar e conquistou a medalha de ouro. Já na carabina de três posições ela ficou com a prata, atrás da chinesa Du Li.
Se pelo lado feminino foram glórias, pelo masculino nem tanto. Matthew Emmons estreou nos jogos na carabina deitado, onde conquistou a medalha de prata, atrás do ucraniano Artur Ayvazian. O drama, no entanto, foi na carabina três posições.
Em Atenas-2004, Emmons era favorito da prova e chegou liderando com facilidade no último disparo. Só que, inexplicavelmente atirou no alvo errado (do concorrente ao lado) e acabou perdendo o ouro.
Esse ano, em Beijing, parecia que ele ia se redimir. No último tiro tinha uma liderança bastante folgada, precisando de apenas 6,7 para garantir o ouro. Seu pior tiro até então havia sido um 9,7. Eis que, no último disparo Emmons marca apenas 4,4 (o pior resultado de toda a competição) e cai para quarto lugar.
No geral foram distribuídas 15 medalhas de ouro. A grande vencedora foi a China, com 5 conquistas. Estados Unidos, República Tcheca e Ucrânia ficaram com duas. As outras quatro foram de Itália, Coréia do Sul, Finlândia e Índia.
Na primeira prova dos jogos, Katerina liderou do início até o final a carabina de ar e conquistou a medalha de ouro. Já na carabina de três posições ela ficou com a prata, atrás da chinesa Du Li.
Se pelo lado feminino foram glórias, pelo masculino nem tanto. Matthew Emmons estreou nos jogos na carabina deitado, onde conquistou a medalha de prata, atrás do ucraniano Artur Ayvazian. O drama, no entanto, foi na carabina três posições.
Em Atenas-2004, Emmons era favorito da prova e chegou liderando com facilidade no último disparo. Só que, inexplicavelmente atirou no alvo errado (do concorrente ao lado) e acabou perdendo o ouro.
Esse ano, em Beijing, parecia que ele ia se redimir. No último tiro tinha uma liderança bastante folgada, precisando de apenas 6,7 para garantir o ouro. Seu pior tiro até então havia sido um 9,7. Eis que, no último disparo Emmons marca apenas 4,4 (o pior resultado de toda a competição) e cai para quarto lugar.
No geral foram distribuídas 15 medalhas de ouro. A grande vencedora foi a China, com 5 conquistas. Estados Unidos, República Tcheca e Ucrânia ficaram com duas. As outras quatro foram de Itália, Coréia do Sul, Finlândia e Índia.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Iatismo
Junto com o judô e o vôlei, o iatismo é o esporte que vem trazendo mais medalhas para o Brasil nas últimas edições dos jogos Olímpicos. Em Beijing não foi diferente, mas dessa vez ficou faltando a medalha de ouro.
Chegamos a Beijing com dois candidatos a medalha de ouro. Ricardo Winick, o Bimba, na RS:X, a famosa prancha a vela e a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, que estreavam na Star.
Bimba fez uma campanha apenas razoável. A apenas três regatas do final era o quarto colocado, com chances de medalha. Porém, uma décima regata péssima, onde terminou em triegésimo-terceiro lugar tirou todas suas possibilidades. Com isso terminou os jogos em quinto lugar.
Já Scheidt e Prada fizeram o caminho contrário. Depois de um início muito ruim, quando chegaram a estar em décimo-terceiro de dezesseis barcos após duas regatas, começaram a crescer muito e a partir da oitava regata entraram na zona das medalhas.
Na regata das medalhas conseguiram saltar do bronze para a prata, o que fez Robert Scheidt conquistar sua quarta medalha em quatro Jogos Olímpicos, sendo duas de ouro e duas de prata.
A grata surpresa nacional foi a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan, da classe 470. Assim com na Star, as duas começaram muito mal e foram crescendo na competição, entrando na zona das medalhas na penúltima regata. Para coroar o bronze ainda venceram a regata da medalha.
No geral os britânicos foram os reis dos mares, conquistando quatro das 11 medalhas de ouro em disputa. Destaque para Ben Ainslie, que conquistou o tri-campeonato olímpico.
A Austrália ficou com dois ouros, enquanto os outros foram divididos entre Espanha, Estados Unidos, China, Dinamarca e Nova Zelândia.
Chegamos a Beijing com dois candidatos a medalha de ouro. Ricardo Winick, o Bimba, na RS:X, a famosa prancha a vela e a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, que estreavam na Star.
Bimba fez uma campanha apenas razoável. A apenas três regatas do final era o quarto colocado, com chances de medalha. Porém, uma décima regata péssima, onde terminou em triegésimo-terceiro lugar tirou todas suas possibilidades. Com isso terminou os jogos em quinto lugar.
Já Scheidt e Prada fizeram o caminho contrário. Depois de um início muito ruim, quando chegaram a estar em décimo-terceiro de dezesseis barcos após duas regatas, começaram a crescer muito e a partir da oitava regata entraram na zona das medalhas.
Na regata das medalhas conseguiram saltar do bronze para a prata, o que fez Robert Scheidt conquistar sua quarta medalha em quatro Jogos Olímpicos, sendo duas de ouro e duas de prata.
A grata surpresa nacional foi a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan, da classe 470. Assim com na Star, as duas começaram muito mal e foram crescendo na competição, entrando na zona das medalhas na penúltima regata. Para coroar o bronze ainda venceram a regata da medalha.
No geral os britânicos foram os reis dos mares, conquistando quatro das 11 medalhas de ouro em disputa. Destaque para Ben Ainslie, que conquistou o tri-campeonato olímpico.
A Austrália ficou com dois ouros, enquanto os outros foram divididos entre Espanha, Estados Unidos, China, Dinamarca e Nova Zelândia.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Remo
O remo sempre foi uma modalidade dominada pela Austrália, Nova Zelândia e Grã-Bretanha. Em Beijing-2008 as medalhas ficaram muito divididas. Doze países conquistaram os 14 ouros em disputa.
Grã-Bretanha e Austrália venceram dois cada. Mesmo sem Steve Redgrave, penta-campeão olímpico, o quatro-sem britânico faturou o ouro. A outra vitória do país foi no duoble-skiff peso leve masculino. Já os australianos venceram no dois-sem e no Double-skiff, ambos masculinos.
Os outros ouros foram para Canadá, Estados Unidos, China, Holanda, Polônia, Nova Zelândia, Dinamarca, Romênia, Bulgária e Noruega.
No feminino a atleta que mais se destacou foi a búlgara Rumyana Neykova, que conquistou o ouro no single skiff.
Grã-Bretanha e Austrália venceram dois cada. Mesmo sem Steve Redgrave, penta-campeão olímpico, o quatro-sem britânico faturou o ouro. A outra vitória do país foi no duoble-skiff peso leve masculino. Já os australianos venceram no dois-sem e no Double-skiff, ambos masculinos.
Os outros ouros foram para Canadá, Estados Unidos, China, Holanda, Polônia, Nova Zelândia, Dinamarca, Romênia, Bulgária e Noruega.
No feminino a atleta que mais se destacou foi a búlgara Rumyana Neykova, que conquistou o ouro no single skiff.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Pentatlo Moderno
O pentatlo moderno contou com a atleta mais impressionante dos Jogos olímpicos de Beijing. A americana Sheila Taormina. Ela participou pela quarta vez dos jogos. Até aí um dado difícil mas igualado e superado por alguns atletas. O mais incrível é que em 2008 ela esteve disputando sua terceira modalidade diferente, um recorde.
Em 1996 Taormina conquistou a medalha de ouro junto com a equipe americana nos 4x200m livres. Dois anos depois mudou para o triatlo. Com apenas dois anos de treinamento conseguiu a sexta colocação nos jogos de Sydney-2000.
No início de 2004 a americana conquistou o título mundial e chegou a Atenas como franca favorita. Só que ela foi muito mal nos jogos olímpicos e ficou apenas em vigésimo terceiro lugar.
Depois de abandonar o esporte competitivo Taormina aceitou o desafio e passou a treinar para estar em Beijing-2008, dessa vez no pentatlo moderno. O resultado foi apenas razoável, terminando em décimo nono lugar. No tiro e esgrima foi muito mal, terminando em último com a espada. No Hipismo e Natação venceu a prova.
Logo acima de Taormina na classificação geral ficou a brasileira Yane Marques, que foi bem no tiro, esgrima e natação mas caiu muito no hipismo e na corrida.
O ouro ficou com a alemã Lena Schoneborn, a prata com Heather Fell, da Grã-Bretanha e o bronze com a ucraniana Victoria Tereshuk.
Já no masculino o ouro foi do russo Andrey Moiseev, a prata para Edvinas Krungolcas, da Lituânia e o bronze com o também lituano Andrejus Zadneprovskis.
Em 1996 Taormina conquistou a medalha de ouro junto com a equipe americana nos 4x200m livres. Dois anos depois mudou para o triatlo. Com apenas dois anos de treinamento conseguiu a sexta colocação nos jogos de Sydney-2000.
No início de 2004 a americana conquistou o título mundial e chegou a Atenas como franca favorita. Só que ela foi muito mal nos jogos olímpicos e ficou apenas em vigésimo terceiro lugar.
Depois de abandonar o esporte competitivo Taormina aceitou o desafio e passou a treinar para estar em Beijing-2008, dessa vez no pentatlo moderno. O resultado foi apenas razoável, terminando em décimo nono lugar. No tiro e esgrima foi muito mal, terminando em último com a espada. No Hipismo e Natação venceu a prova.
Logo acima de Taormina na classificação geral ficou a brasileira Yane Marques, que foi bem no tiro, esgrima e natação mas caiu muito no hipismo e na corrida.
O ouro ficou com a alemã Lena Schoneborn, a prata com Heather Fell, da Grã-Bretanha e o bronze com a ucraniana Victoria Tereshuk.
Já no masculino o ouro foi do russo Andrey Moiseev, a prata para Edvinas Krungolcas, da Lituânia e o bronze com o também lituano Andrejus Zadneprovskis.
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Judô
O Judô já se tornou, junto com a vela, um dos esportes que sempre traz medalhas para o Brasil nos jogos olímpicos. Em Beijing não foi diferente. Apesar do ouro não vir desde Barcelona-92, esse ano houve uma marca histórica. A primeira medalha feminina individual do país.
Os maiores medalhistas dos jogos foram os japoneses, com quatro das 14 medalhas de ouro disputadas. A China, que evoluiu demais no feminino, conquistou três ouros, todos com as meninas.
As outras sete medalhas de ouro ficaram com Coréia do Sul, Azerbaijão, Georgia, Alemanha, Itália, Mongólia e Romênia.
Já o Brasil chegava a Beijing com três campeões mundiais. João Derly, Tiago Camilo e Luciano Correa.
Derly, bi-campeão mundial, teve uma estréia bastante complicada contra o sul-coreano Kim Joojin e venceu por Koka. Na segunda luta, no entanto, o brasileiro caiu frente ao português Pedro Dias por Waza-ari, em luta onde era franco favorito.
Tiago Camilo também teve uma estréia bastante complicada, contra o japonês Takashi Ono e venceu muito bem, por Waza-ari. Na segunda luta venceu por ippon o iraniano Hamed Malek Mohammadi.
A luta seguinte foi contra o alemão Ole Bischof, que acabou conquistando o ouro. O europeu conseguiu anular o jogo de Tiago e venceu por 2 Waza-ari.
Na repescagem Tiago estreou muito mal contra o americano Travis Stevens. Mesmo assim venceu por Waza-ari. Na luta seguinte mais um Waza-ari, desta vez contra o britânico Euan Burton.
A luta seguinte valia o bronze e dessa vez Tiago lutou muito bem, aplicando um ippon no holandês Guillaume Elmont.
Luciano Correa estreou contra o forte holandês Henk Grol e foi derrotado por 2 Waza-ari. No entanto, como o europeu avançou para as semifinais, o brasileiro teve chance de voltar na repescagem, onde estreou vencendo o israelense Arik Zeevi por Yuko. Na luta seguinte, no entanto, perdeu para o polonês Przemyslaw Matyjaszek por ippon.
As outras medalhas brasileiras, ambas de bronze, foram de Leandro Guilheiro e a inédita medalha feminina de Katlyn Quadros.
Os maiores medalhistas dos jogos foram os japoneses, com quatro das 14 medalhas de ouro disputadas. A China, que evoluiu demais no feminino, conquistou três ouros, todos com as meninas.
As outras sete medalhas de ouro ficaram com Coréia do Sul, Azerbaijão, Georgia, Alemanha, Itália, Mongólia e Romênia.
Já o Brasil chegava a Beijing com três campeões mundiais. João Derly, Tiago Camilo e Luciano Correa.
Derly, bi-campeão mundial, teve uma estréia bastante complicada contra o sul-coreano Kim Joojin e venceu por Koka. Na segunda luta, no entanto, o brasileiro caiu frente ao português Pedro Dias por Waza-ari, em luta onde era franco favorito.
Tiago Camilo também teve uma estréia bastante complicada, contra o japonês Takashi Ono e venceu muito bem, por Waza-ari. Na segunda luta venceu por ippon o iraniano Hamed Malek Mohammadi.
A luta seguinte foi contra o alemão Ole Bischof, que acabou conquistando o ouro. O europeu conseguiu anular o jogo de Tiago e venceu por 2 Waza-ari.
Na repescagem Tiago estreou muito mal contra o americano Travis Stevens. Mesmo assim venceu por Waza-ari. Na luta seguinte mais um Waza-ari, desta vez contra o britânico Euan Burton.
A luta seguinte valia o bronze e dessa vez Tiago lutou muito bem, aplicando um ippon no holandês Guillaume Elmont.
Luciano Correa estreou contra o forte holandês Henk Grol e foi derrotado por 2 Waza-ari. No entanto, como o europeu avançou para as semifinais, o brasileiro teve chance de voltar na repescagem, onde estreou vencendo o israelense Arik Zeevi por Yuko. Na luta seguinte, no entanto, perdeu para o polonês Przemyslaw Matyjaszek por ippon.
As outras medalhas brasileiras, ambas de bronze, foram de Leandro Guilheiro e a inédita medalha feminina de Katlyn Quadros.
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